O círculo mal colocado: impacto real na mène (Pétanque)

Notícias · 17 de maio de 2026

O círculo mal colocado: impacto real na mène (Pétanque)

NotíciasColoca-se o círculo rapidamente, sem pensar muito nisso. Contudo a sua posição determina o
Por Paquita446 visualizações
O posicionamento do círculo é a primeira decisão de cada mène — e provavelmente a que é menos analisada. Entre ir buscar as bolas, registar a pontuação e reposicionar-se, o círculo é muitas vezes colocado "mais ou menos onde estávamos antes". Em competição, esta aproximação tem um custo real: ângulo de jogo subótimo, inclinação ignorada sob os pés, distância mal calibrada, visibilidade do butão comprometida. Os jogadores que pensam mais 5 segundos no posicionamento do seu círculo ganham uma vantagem estrutural sobre toda a mène — antes mesmo de lançar uma bola. 5segundoso tempo suplementar necessário para bem colocar o seu círculo — e a vantagem estrutural que esse tempo proporciona sobre toda a mène que se segue 50 cmde latitudoo jogador que retoma o círculo pode colocá-lo em qualquer lugar num raio de 50 cm em torno da posição do butão anterior — uma margem tática muitas vezes inexplorada Ângulo= decisivoum círculo descentralizado de 30 cm lateralmente muda o ângulo de jogo de 2 a 4° — o que desloca o ponto natural de chegada das bolas de 30 a 50 cm a 8 metros Inclinação= invisíveluma ligeira inclinação sob o círculo modifica o apoio e o eixo do pêndulo a cada lançamento — muitas vezes atribuída erradamente a um erro de gesto

O que diz o regulamento sobre o posicionamento do círculo

📋 REGULAMENTO FIPJP — ARTIGOS 6 E 7 O círculo deve ter um diâmetro interior de 50 cm. Deve ser traçado ou colocado de forma a ser perfeitamente visível. O jogador que lança deve ter os dois pés inteiramente dentro do círculo, sem tocar nem ultrapassar as suas bordas, do início do lançamento até à aterragem da bola. O círculo deve ser colocado a pelo menos 1 metro de qualquer obstáculo e a pelo menos 1 metro de qualquer outra bola em jogo. Deve permitir jogar o butão a uma distância compreendida entre 6 e 10 metros. A equipa que retoma o círculo pode posicioná-lo em qualquer lugar num raio de 1 metro em torno do butão anterior — uma latitude tática considerável. 🎙️ Paquita sobre o posicionamento do círculo "Contei uma vez quanto tempo os jogadores de clube demoravam a colocar o seu círculo. Menos de 2 segundos em média. Colocavam o círculo onde estavam, sem olhar para o terreno à sua frente, sem verificar o ângulo, sem considerar a inclinação. Depois espantavam-se por não perceber porquê as suas bolas desviavam sempre para a esquerda naquele terreno. Às vezes a resposta é simples: jogavam com um pé sobre uma ligeira elevação, e a cadeia cinética inteira estava inclinada desde o início. 5 segundos de reflexão suplementar para escolher o bom sítio no círculo disponível — é um dos investimentos mais rentáveis da pétanque." — Paquita

Os 5 erros frequentes de posicionamento — e as suas consequências

📉 ① Círculo sobre uma zona em inclinação ou irregular InclinaçãoEstabilidade O ERRO Colocar o círculo sobre uma zona ligeiramente em inclinação — um desnível do terreno, uma elevação, uma zona com raiz à superfície — sem verificar a horizontalidade do apoio. O jogador fica com um pé mais alto do que o outro, o que inclina o tronco e desvia o eixo do pêndulo a cada lançamento. ❌ Impacto: desvios laterais sistemáticos que o jogador atribui ao seu gesto ou ao terreno — nunca ao seu círculo mal colocado. Até 30 cm de diferença a 8 metros numa inclinação de 3° sob o círculo. A CORREÇÃO Antes de colocar o círculo, testar o solo com o pé em vários sítios na zona disponível. Procurar a zona mais plana. Em terreno muito acidentado, deslocar-se 20 a 30 cm pode bastar para encontrar um apoio estável. Nunca supor que o sítio "habitual" é plano — verificar a cada mène. → Reflexo: testar 3 posições diferentes com o pé antes de colocar o círculo. Escolher aquela em que os dois pés assentam mais planos. 📐 ② Círculo demasiado descentralizado lateralmente em relação ao eixo ideal ÂnguloVisada O ERRO O círculo é colocado demasiado à esquerda ou à direita do eixo ideal butão-círculo. Cada jogador tem uma direção de lançamento natural (ligeiramente no eixo do seu ombro dominante). Se o círculo força a jogar a partir de um ângulo não natural, o gesto tem de adaptar-se — com uma perda de precisão. ❌ Impacto: o jogador compensa rodando o corpo, o que cria uma assimetria no pêndulo. As bolas apontam regularmente para um lado sem que o jogador perceba porquê o seu gesto "normal" não funciona. A CORREÇÃO Identificar a sua direção de lançamento natural (o eixo pé da frente — ombro dominante — butão). Colocar o círculo de forma a que esta linha passe diretamente pelo butão. Na zona disponível de 50 cm, procurar a posição lateral que alinha naturalmente o corpo para o alvo sem adaptação forçada. → Teste simples: colocar-se em posição de lançamento sem bola e verificar se o olhar naturalmente posto em direção ao butão está no eixo do corpo. Se não, descentralizar o círculo. ☀️ ③ Círculo que coloca o butão no eixo do sol SolVisada O ERRO Colocar o círculo de forma a que o sol esteja exatamente no eixo de visada — face aos jogadores que lançam. Este ângulo de luz condicionada reduz significativamente a precisão da visada e aumenta a fadiga ocular sobre várias mènes consecutivas. A maioria dos jogadores não pensa em corrigir a posição do círculo para evitar este ângulo de sol. ❌ Impacto: visada degradada, fadiga ocular acumulada, precisão reduzida nas mènes seguintes. As bolas "no sol" têm estatisticamente menos precisão do que as outras. A CORREÇÃO Na zona de 50 cm disponível, deslocar o círculo lateralmente até que o butão já não esteja no eixo solar. Um deslocamento de 20 a 30 cm pode bastar para tirar o butão do encadeamento direto. Se o terreno o permitir, colocar o butão numa posição diferente na mène seguinte para evitar o eixo incómodo. → A praticar: antes de lançar o butão, olhar o ângulo do sol e escolher uma direção de jogo que não coloque o sol face aos atiradores. A posição do círculo segue a direção do butão. 🏔️ ④ Círculo que ignora a inclinação longitudinal do terreno InclinaçãoDistância O ERRO Colocar o círculo sem ter em conta a inclinação no eixo de jogo. Jogar em subida vs em descida muda radicalmente a distância efetiva para a mesma energia de lançamento. Um jogador habituado a jogar em plano que coloca o seu círculo no fundo de uma inclinação em direção ao butão posicionado no topo terá de forçar muito mais — e vice-versa para a descida. ❌ Impacto: bolas sistematicamente curtas (em subida não prevista) ou longas (em descida não prevista). O jogador ajusta a sua força sem perceber que a inclinação é a causa — e compensa na direção errada. A CORREÇÃO Observar a inclinação geral do terreno antes de colocar o círculo. Se a inclinação for significativa, ajustar conscientemente a força de lançamento desde a primeira bola — não depois de ter constatado a diferença. Se a escolha for possível, preferir uma posição de círculo que coloque o butão na direção da inclinação em vez de contra. → Em terreno inclinado: jogar sempre as 2 primeiras bolas como "bolas de teste" e ajustar a força em conformidade. Não teimar em "corrigir o gesto" quando é a inclinação que explica a diferença. 🪨 ⑤ Círculo demasiado perto de um obstáculo ou de um limite ObstáculoLimitação O ERRO Colocar o círculo a menos de 1 metro de um obstáculo (árvore, poste, banco) ou do limite do terreno. Isto condiciona a posição dos pés e a liberdade de movimento do braço, força o jogador a adaptar o seu gesto e cria um risco de falta (pé fora do círculo para evitar o obstáculo). Em concurso, isto expõe a um aviso. ❌ Impacto: gesto condicionado, risco regulamentar, pressão suplementar sobre o lançamento. Certos jogadores não se atrevem a tomar o seu pêndulo completo por medo de bater no obstáculo atrás de si. A CORREÇÃO Sempre verificar a liberdade de movimento atrás de si e dos lados antes de colocar o círculo. Colocar-se no círculo imaginário e simular o pêndulo completo sem bola. Se um obstáculo incomoda, deslocar o círculo na zona regulamentar disponível. Este teste demora 3 segundos e evita os incómodos durante a mène. → Recordatório regulamentar: 1 metro mínimo de qualquer obstáculo fixo. Se o terreno não permite este espaçamento, assinalar a situação ao árbitro antes de jogar.

O ângulo de jogo — como a posição lateral do círculo muda tudo

📐 O EFEITO DE ÂNGULO — OS NÚMEROS

Um círculo descentralizado de 30 cm lateralmente muda o ângulo de jogo em cerca de 2° a 8 metros de distância. Esta diferença de 2° desloca o ponto natural de chegada das bolas em 27 cm lateralmente — ou seja, mais de meio diâmetro de bola de diferença em relação à zona alvo.

O cálculo:

tan(2°) × 8 m = 0,28 m. Um círculo apenas 30 cm ao lado da sua posição ideal produz portanto uma deriva potencial de 28 cm no alvo — que o jogador deve compensar com o seu gesto, ao preço de um esforço suplementar e de uma precisão reduzida.

Conclusão: a colocação lateral do círculo é uma das variáveis mais simples de otimizar e uma das mais negligenciadas. 30 cm de diferença na posição do círculo equivalem a 28 cm de desvio no alvo. 🧍 O ALINHAMENTO NATURAL — COMO ENCONTRÁ-LO

Cada jogador tem um alinhamento natural — a linha que liga o seu pé da frente, o seu ombro de lançamento e o alvo no seu gesto habitual. Este alinhamento varia consoante a morfologia, a pegada e o estilo de apontar.

Teste para encontrar o seu alinhamento:

Colocar-se na posição de lançamento habitual, fechar os olhos, lançar uma bola imaginária 3 vezes. Abrir os olhos e ver para onde o braço aponta naturalmente. Esta direção é o alinhamento natural a respeitar na colocação do círculo.

O círculo deve ser colocado de forma a que este alinhamento natural aponte exatamente para o cochonnet — e não 2° ao lado. Esta colocação evita qualquer compensação no gesto. ⚖️ O APOIO ASSIMÉTRICO — O EFEITO INVISÍVEL

Quando o círculo é colocado numa zona ligeiramente em declive (inclinada lateralmente), o jogador tem um pé mais alto do que o outro. A sua anca inclina-se para compensar, o que desvia o eixo do pêndulo.

O efeito no gesto:

Uma inclinação da anca de 2° desvia o eixo do pêndulo no mesmo valor — o que produz um desvio sistemático na direção da inclinação. O jogador corrige o gesto sem nunca corrigir a causa real: a posição do círculo.

Teste: se as suas bolas se desviam sistematicamente do mesmo lado num terreno específico, verificar se o seu círculo está em declive antes de procurar um erro de gesto. 🗺️ USAR A ZONA DISPONÍVEL DE FORMA INTELIGENTE

O regulamento dá 50 cm de diâmetro de círculo e a latitude de o colocar em qualquer lado na zona regulamentar. Esta latitude é um recurso tático — e não um inconveniente a gerir.

Uso tático da zona:

Procurar na zona disponível: a zona mais plana, o ângulo mais natural para o cochonnet, a distância que maximiza o seu estilo de jogo (ligeiramente mais curto para os apontadores que gostam de distância curta, ligeiramente mais longo para os que gostam de distância longa).

A questão a colocar: "Entre os sítios onde posso colocar este círculo regulamentarmente, qual me dá o melhor ângulo, o melhor apoio e a melhor distância para as minhas bolas?"

O círculo como ferramenta tática — posições vantajosas

⬅️ CÍRCULO DESLOCADO PARA A ESQUERDA

Colocar o círculo ligeiramente à esquerda do eixo principal força um ângulo de jogo oblíquo para a direita. Útil para contornar uma proteção adversária colocada mesmo em frente do cochonnet — o ângulo oblíquo permite passar "ao lado" da defesa.

Também útil em terreno com declive para a direita — jogar desde a esquerda compensa naturalmente a deriva do declive.

→ Taticamente útil quando o espaço de passagem direta está bloqueado ou é desfavorável ⬆️ CÍRCULO CENTRADO, PLANO

A posição ótima na grande maioria das situações. Alinhamento natural para o cochonnet, apoio simétrico, sem necessidade de qualquer ângulo de compensação. Maximiza a precisão e reduz a carga cognitiva — o jogador pode concentrar-se inteiramente no gesto.

A procurar em primeiro lugar. Se o centro estiver em declive ou irregular, aceitar um ligeiro deslocamento lateral para um melhor apoio.

✅ Posição ótima para a grande maioria das situações ➡️ CÍRCULO DESLOCADO PARA A DIREITA

Ângulo de jogo oblíquo para a esquerda. Útil para contornar uma defesa colocada à direita do cochonnet, ou em terreno com declive para a esquerda. Cria um ângulo de aproximação diferente que pode surpreender um adversário habituado a defender o eixo direto.

Atenção: necessita de uma adaptação do alinhamento natural se o jogador for destro com ombro dominante à direita.

→ Ângulo tático interessante para variar a aproximação e desfazer as proteções adversárias 🎯 O CÍRCULO COMO DECISÃO TÁTICA — NÃO APENAS LOGÍSTICA O que os jogadores experientes fazem com a colocação do círculo 🗺️Eles avaliam as zonas de terreno antes de colocar o círculo. Não apenas "o terreno está ali" — mas "que zona dá o melhor ângulo de ataque, o melhor apoio e o melhor ângulo de declive para esta mão específica?" Esta avaliação demora 5 segundos mas muda toda a mão. 🔍Eles usam a posição do círculo para forçar o adversário a jogar desde um ângulo difícil. Ao colocar o cochonnet numa zona precisa, depois ao escolher um círculo que lhes dê um ângulo de ataque ótimo, obrigam o adversário a jogar desde um ângulo menos favorável — sobretudo se retomar o círculo sem refletir. ⚖️Eles aproveitam o declive a seu favor. Em terreno em declive, colocar o círculo de forma a jogar no sentido do declive (descida) melhora a precisão do apontar — as bolas deslizam naturalmente para o cochonnet. O adversário, forçado a jogar contra o declive desde o mesmo círculo, tem uma desvantagem estrutural. 🌳Eles evitam proativamente os ângulos de sol problemáticos. No fim da tarde, o sol baixo pode tornar certos eixos de jogo difíceis. Escolher o seu círculo de forma a não ter o sol de frente é uma decisão de comodidade e precisão que regulamentarmente nunca é discutida — mas que muda o resultado em várias mãos.

A checklist de colocação — 5 pontos em 5 segundos

✅ ANTES DE COLOCAR O CÍRCULO — CINCO QUESTÕES EM CINCO SEGUNDOS O protocolo de colocação que os bons jogadores aplicam em cada mão 1️⃣ O solo é plano sob os meus pés aqui? Testar o apoio com o pé antes de colocar. Se o solo estiver em declive, deslocar-se 20 a 30 cm na zona disponível para encontrar um apoio mais plano. É a questão prioritária — um apoio instável compromete todo o resto. → Porquê: o declive sob o círculo repercute-se em toda a cadeia cinética — um apoio desequilibrado desvia todas as bolas sistematicamente na mesma direção. 2️⃣ O meu alinhamento natural aponta para o cochonnet desde aqui? Colocar-se na posição de lançamento e verificar se o cochonnet está no eixo natural do pêndulo. Se não, deslocar lateralmente até ao alinhamento correto — não adaptar o gesto ao mau alinhamento. → Porquê: jogar desde um ângulo não natural obriga a compensar no gesto, o que reduz a precisão e a reprodutibilidade do lançamento. 3️⃣ Tenho espaço livre suficiente atrás e dos lados? Simular o pêndulo completo sem bola para verificar a ausência de obstáculo ao alcance do braço. Pelo menos 1 metro de espaço livre atrás de si — e espaço suficiente para que os braços dos parceiros não estorvem. → Porquê: um obstáculo próximo constrange o pêndulo e produz lançamentos curtos ou desviados. É também uma obrigação regulamentar em competição oficial. 4️⃣ O sol ou a luz é incómodo neste eixo de jogo? Olhar para o cochonnet desde a posição prevista. Se o sol estiver no eixo de pontaria, deslocar lateralmente o círculo para tirar o cochonnet do ofuscamento direto. Um deslocamento de 25 a 40 cm pode bastar. → Porquê: o incómodo solar degrada a precisão da pontaria e acumula uma fadiga ocular em várias mãos — o que degrada a precisão progressivamente ao longo da partida. 5️⃣ Esta posição dá-me uma vantagem tática ou dá uma ao adversário? Se o adversário retomar o círculo desde a mesma posição, será beneficiado ou prejudicado pelo ângulo e pelo declive? Em terreno em declive, jogar desde o fundo do declive (para cima) beneficia muitas vezes o apontador — o adversário joga depois no outro sentido. → Porquê: a colocação do círculo não é apenas uma questão de comodidade pessoal — é também uma decisão tática que afeta como o adversário será obrigado a jogar a mão seguinte. 🔑

Estas 5 verificações demoram na realidade 5 a 8 segundos combinadas — e uma grande parte faz-se simultaneamente enquanto se recuperam as bolas. A maioria dos jogadores não faz nenhuma destas verificações. Fazê-las sistematicamente não é perfeccionismo — é construir uma vantagem estrutural antes de cada mão, sem mudar uma linha na técnica de lançamento.

Exercícios para desenvolver um posicionamento de círculo consciente

01 A sessão de colocação deliberada — comparar 3 posições 📍 Terreno com relevo ou declive ligeiro ⏱️ 20 min 🎯 Medir o impacto real da posição do círculo na precisão

Um exercício simples que revela até que ponto a posição do círculo influencia os resultados — muitas vezes de forma espetacular para os jogadores que nunca a testaram.

Colocar um cochonnet a 8 metros. Definir 3 posições de círculo distintas : uma centrada e plana (posição A), uma deslocada 30 cm para a esquerda num ligeiro declive se disponível (posição B), uma centrada mas sobre uma pequena elevação ou zona irregular (posição C). Marcar cada posição para poder regressar a ela. Jogar 5 bolas desde cada posição, com o mesmo gesto habitual sem compensação deliberada. Medir e registar o desvio médio ao cochonnet para cada posição — distância e direção. Não procurar compreender durante o exercício, apenas medir. Comparar os resultados. A diferença entre a melhor e a pior posição revela o impacto da colocação do círculo na precisão. Na maioria dos casos, o desvio é de 20 a 40 cm entre a melhor e a pior posição — antes de qualquer mudança de técnica. Repetir o exercício em vários terrenos diferentes para compreender como as características do solo (declive, dureza, obstáculos) interagem com a colocação do círculo. Desenvolver um instinto de colocação que tem em conta estas variáveis automaticamente. 02 A partida "colocação refletida" — aplicar a checklist em condição real 📍 Partida real ou treino ⏱️ 1 partida completa 🎯 Automatizar a rotina de colocação em 5 pontos

Aplicar deliberadamente a checklist em cada mão durante uma partida completa — para começar a automatizar esta rotina até que se torne natural.

Antes de cada mão, anunciar em voz baixa as 5 verificações ao recuperar o círculo: "solo plano? alinhamento? espaço livre? sol? vantagem tática?" O facto de as nomear em voz baixa força a consciência e acelera a automatização. Se uma das verificações revelar um problema, tomar o tempo de corrigir a posição do círculo mesmo que isso leve 5 segundos suplementares. O adversário pode esperar — o regulamento permite-o. A correção vale o tempo investido em toda a mão. No fim da partida, avaliar quantas mãos beneficiaram de uma colocação deliberadamente melhorada. Para cada uma, tentar lembrar-se se o resultado foi diferente do habitual. Esta retrospetiva desenvolve a memória tática da colocação do círculo. A partir da 3.ª partida com esta rotina, deixar de anunciar em voz alta — mas continuar a fazer as verificações mentalmente. O objetivo é que, daqui a 10 partidas, a checklist se faça automaticamente sem esforço consciente, como uma parte natural do ritual de início de mão. ⭕ A regra de ouro da colocação do círculo

O círculo não é apenas o sítio de onde se lança — é a fundação de toda a mão. Um círculo bem colocado não garante uma boa mão, mas um círculo mal colocado compromete todas as bolas que saem dele. Cinco segundos de reflexão sobre a colocação do círculo antes de cada mão é o investimento mais simples, o menos dispendioso em energia, e um dos mais rentáveis da pétanque de competição.

Tabela recapitulativa — erro → impacto → correção

Erro de colocação Impacto no jogo Frequência Correção em 5 seg
Círculo em zona em declive ou declive lateralDesvios laterais sistemáticos, atribuídos ao gestoMuito frequenteTestar o apoio com o pé, deslocar para zona plana
Círculo deslocado lateralmente em relação ao eixo naturalGesto compensado, perda de precisão e de reprodutibilidadeMuito frequenteVerificar o alinhamento natural, ajustar lateralmente
Círculo no eixo do solPontaria degradada, fadiga ocular, bolas imprecisasFrequente no verãoDeslocar o círculo 25–40 cm para tirar o cochonnet do ofuscamento
Círculo que ignora o declive longitudinalBolas sistematicamente curtas ou longas, compensação de força inadequadaFrequente em terrenos naturaisObservar o declive, ajustar a força desde a primeira bola
Círculo demasiado perto de um obstáculoPêndulo constrangido, risco de falta regulamentar, pressão acrescidaOcasionalSimular o pêndulo, assegurar 1 m de espaço livre
Círculo sobre irregularidade (elevação, pedra)Apoio instável, desequilíbrio em cada lançamentoFrequente em terrenos naturaisInspecionar visual e fisicamente antes de colocar
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FAQ — As suas perguntas frequentes

O adversário pode ser solicitado a recolocar o seu círculo se este estiver posicionado incorretamente de acordo com os regulamentos? + Sim — se o círculo adversário estiver colocado a menos de 1 metro de um obstáculo, fora da zona regulamentar, ou se o jogador jogar com os pés ultrapassando as bordas do círculo, um protesto pode ser feito. Para infrações de colocação de círculo (posição fora da zona), o protesto deve ser feito antes da primeira bola ser jogada daquele círculo. Para infrações nos pés fora do círculo, o protesto deve ser feito antes da próxima bola ser jogada. Em ambos os casos, chamar o árbitro é o procedimento correto em competições oficiais. Em trigêmeos, todos os três jogadores de uma equipe devem jogar no mesmo círculo?+ Sim - tanto em trigêmeos quanto em duplas, todos os jogadores de uma equipe jogam no mesmo círculo sorteado ou colocado no início da parcial. O círculo não não pode ser movido durante o jogo para acomodar o formato do corpo ou as preferências dos diferentes jogadores. Esta é outra razão para colocar o círculo tendo em mente as necessidades de todos os jogadores da equipe – um círculo em uma colisão pode ser aceitável para um jogador e problemático para outro com uma postura diferente. Se o terreno não permite qualquer localização legal para o círculo, o que fazer?+ Esta situação pode acontecer em terrenos muito estreitos ou muito irregulares. O regulamento da FIPJP prevê que caso o valete não possa ser colocado legalmente no círculo atual, ele poderá ser lançado de outro local demarcado de comum acordo, ou do círculo da extremidade anterior. Se nenhuma solução for encontrada entre as duas equipes, o árbitro decide. Na prática, esta situação é rara em bases aprovadas, mas comum em terrenos naturais — planeje uma solução alternativa e discuta-a com o adversário antes que o problema surja. O círculo pode ser desenhado com giz em vez de cordão circular?+ Sim — o regulamento da FIPJP especifica que o círculo deve ser “desenhado ou colocado”, sem necessidade de material específico. Um círculo desenhado no calcanhar na terra, com giz ou colocado com um cordão de plástico são todos legais, desde que sejam claramente visíveis e tenham o diâmetro interno regulamentar de 50 cm. Na competição, o cordão ou anel de plástico é o preferido porque são mais precisos e visíveis. Em terreno natural, um círculo desenhado no calcanhar é suficiente para um jogo amigável, mas pode ser disputado numa competição se os limites não estiverem claramente definidos. 📎 Artigos relacionados TécnicaOs micro-ajustamentos que os bons apontadores fazem sem o dizer TerrenoAdaptar o seu jogo a um terreno irregular TáticaLer uma mão em poucos segundos: método simples MentalJogar demasiado depressa: o erro silencioso que te faz perder FísicaPorque é que certas bolas se desviam sem razão aparente? Ferramentas Ferramentas gratuitas PetanqueLand

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