Igualdade de pontos numa mão de pétanque: a regra oficial explicada

Notícias · 10 de julho de 2026

Igualdade de pontos numa mão de pétanque: a regra oficial explicada

NotíciasDuas bolas à igual distância do cochonnet? Descubra os três casos previstos pelo artigo 28 do regulamento oficial FFPJP e a forma de rejogar.
Por Paquita324 visualizações
A resposta curta: quando as duas bolas mais próximas do cochonnet, uma por equipa, estão a igual distância, o artigo 28 prevê três casos. Se as equipas não têm mais bolas, a mão é nula. Se só uma equipa ainda tem, joga-as e pode marcar. Se as duas equipas têm bolas, voltam a jogar alternadamente, começando pela que jogou a última bola.
3casoprevistos pelo artigo 28
0pontose as duas equipas estão em igualdade sem bola
1equipacomeça se as duas têm bolas
13pontosobjetivo habitual da partida

1.Uma igualdade não se julga a olho

Num terreno de pétanque, duas bolas podem parecer gémeas quando um ou dois milímetros as separam. A igualdade de pontos deve, por isso, ser anunciada só depois de uma medição séria. O jogador que jogou a última bola, ou um dos seus parceiros, faz a primeira medição com um instrumento adequado. A equipa adversária pode medir a seu turno, e o árbitro pode ser consultado a qualquer momento.

O ponto de referência é a distância entre cada bola e o cochonnet. Não chega que as bolas estejam próximas uma da outra: têm de estar a igual distância do cochonnet e pertencer cada uma a uma equipa diferente. Se as duas bolas forem da mesma equipa, não há igualdade opondo os campos no sentido do artigo 28.

Atenção : não se mede com o pé, uma sola ou um objeto improvisado. Uma medição mal feita pode transformar uma situação simples numa reclamação. Os instrumentos adequados devem estar disponíveis nas duas equipas.

2.Caso 1: as duas equipas já não têm bolas

A mão está terminada e as duas bolas mais próximas estão a igual distância. Como ninguém pode retomar o ponto, a mão é nula. Nenhum campo marca ponto. O cochonnet pertence à equipa que o tinha lançado anteriormente, o que permite determinar quem o relançará na mão seguinte.

Esta situação é rara mas perfeitamente clara. Não é preciso desempatar as equipas por um segundo olhar, uma estimativa do terreno ou uma regra de fair-play inventada no momento. Se a medição confirma a igualdade e as reservas de bolas estão esgotadas, a pontuação não se altera.

Os três cenários do artigo 28

Duas equipas sem bolaMão nula
Uma equipa guarda bolasEla joga
As duas equipas guardam bolasAlternância

3.Caso 2: só uma equipa ainda tem bolas

Se a equipa A e a equipa B têm as suas bolas mais próximas em igualdade, mas só a equipa A dispõe ainda de bolas na mão, a equipa A joga-as. Marca depois tantos pontos quantas as bolas finalmente colocadas mais perto do cochonnet do que a bola adversária mais próxima.

A formulação é importante: ter bolas não dá automaticamente todos os pontos. Cada bola restante tem de ser jogada e avaliada. Uma equipa pode encadear um ponto de aproximação prudente, falhar o ponto, e depois deixar a pontuação inalterada; também pode conseguir duas colocações e transformar a igualdade numa mão vencedora. O tiro não é obrigatório: a escolha depende da posição e do risco.

Exemplo: depois das bolas jogadas, uma bola de cada equipa está em igualdade. A equipa vermelha guarda duas bolas, a equipa azul não guarda nenhuma. A vermelha joga uma primeira bola que fica mais próxima: ganha um ponto. A sua segunda bola acaba atrás da bola azul: não ganha ponto suplementar. A mão rende, portanto, um ponto ao vermelho, não dois.

4.Caso 3: as duas equipas ainda têm bolas

Quando cada equipa dispõe ainda de bolas, é a equipa que jogou a última bola que volta a jogar primeiro. Depois a outra equipa joga a seu turno, e assim por diante. Esta alternância continua até o ponto pertencer a um campo. O regulamento não pede para voltar a jogar simultaneamente nem para tirar à sorte.

Assim que uma equipa ganha o ponto, a lógica habitual retoma: a equipa que não tem o ponto joga. Se a igualdade persistir depois de uma bola de cada lado, prossegue-se a alternância. Logo que uma equipa se encontre sozinha a ter bolas, aplica-se o caso 2: joga-as e conta só as que acabam à frente da melhor bola adversária.

A mecânica da alternância

Imagine uma igualdade no fim de uma mão renhida:

Última bola jogada: equipa azul
Prioridade seguinte: equipa azul
Resposta: equipa vermelha, depois alternância

5.Como contar os pontos depois da igualdade?

A contagem começa só quando a situação está desempatada. A equipa que possui a bola mais próxima marca um ponto por essa bola, e depois cada bola suplementar da mesma equipa situada à frente da melhor bola adversária soma um ponto. As bolas atrás dessa referência não contam.

Situação medidaContinuação previstaPontuação da mão
Igualdade, nenhuma bola na mãoPára-se a mão0 ponto
Igualdade, vermelho sozinho a jogarVermelho joga as suas bolasConforme as posições finais
Igualdade, duas equipas a jogarÚltima equipa a ter jogado recomeçaDepois da alternância
Nenhuma bola em terreno autorizadoAplicação do ponto nulo0 ponto

É preciso também verificar que as bolas ainda são válidas. Uma bola inteiramente passada para terreno interdito não entra na contagem. Se ela voltar por um declive ou um obstáculo, continua nula e o que deslocou deve ser recolocado no lugar segundo as regras aplicáveis. Uma medição de igualdade não reabilita uma bola já nula.

6.O papel do árbitro e os bons gestos

O árbitro pode ser consultado antes, durante ou depois das medições, mas é preciso chamá-lo antes de apanhar as bolas. Uma bola levantada antes da contagem dos pontos é nula e nenhuma reclamação pode depois reparar o erro. Deixa-se, portanto, a posição intacta, marca-se se necessário e mede-se com método.

Num concurso, o capitão ou o jogador que lançou a última bola deve anunciar calmamente a medição. Os adversários têm o direito de controlar. Não é uma falta de confiança: é o funcionamento normal de uma regra que decide às vezes por alguns milímetros. Uma medição contraditória deve ser resolvida pelo árbitro, cuja decisão é sem recurso no terreno.

💡 O conselho da Paquita

Quando duas bolas estão em igualdade, não prepares já o gesto seguinte. Anota mentalmente quem jogou a última bola, conta as bolas restantes das duas equipas e deixa a medição fazer-se. Estas três informações dão quase imediatamente o cenário certo do artigo 28.

Para fiabilizar as tuas medições

O Guia Definitivo do Ponto na pétanque propõe métodos concretos para ler as distâncias, escolher a trajetória e evitar as decisões tomadas ao acaso.

FAQ — Igualdade de bolas e pontos

Quem volta a jogar primeiro quando as duas equipas ainda têm bolas? +
É a equipa que jogou a última bola antes da constatação da igualdade.
Uma igualdade sem bola restante dá algum ponto? +
Não. A mão é nula e nenhum ponto é marcado.
Uma equipa sozinha a ter bolas marca todas as suas bolas? +
Não. Marca só as bolas finalmente mais próximas do cochonnet do que a bola adversária mais próxima.
Pode-se medir com o pé? +
Não. O regulamento exige um instrument adequado; a medição com o pé é proibida.
O que fazer se uma bola foi apanhada antes da contagem? +
É considerada nula e nenhuma reclamação pode ser admitida sobre este ponto.

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Referência: regulamento oficial FIPJP, artigos 25, 26, 27 e 28. A FIPJP indica que nenhuma modificação do regulamento de jogo foi decidida para 2026.

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